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terça-feira, 24 de Outubro de 2017  |  Actualizado às 16:18

Atualidades

Agricultores do Oeste apostam na cultura da abóbora

A inclusão da abóbora nos novos hábitos alimentares está a atrair para esta cultura os agricultores do Oeste, região que, segundo aqueles produtores, concentra mais de 70% da produção nacional.

João Veloso, no concelho da Lourinhã, onde se localiza a maior produção da região, fornece o Grupo Sonae, com preparados de sopa e embalagens de abóbora cortada para confecionar sopas, purés, saladas, pratos gastronómicos ou doces. "Tem havido mais procura dos consumidores e dos supermercados", disse o agricultor e comerciante, adiantando que a abóbora tem vindo a ganhar mercado por ter características nutricionais semelhantes à cenoura, ter capacidade anticancerígena pelo teor antioxidante e ser mais barata. Este agricultor decidiu há 20 anos arrancar a vinha e reconverter os terrenos, dedicando mais de 50 hectares à abóbora, para responder ao mercado e porque "a vinha dava mais trabalho e o rendimento era inferior". Para diversificar a atividade, começou a dedicar-se à transformação da abóbora, para melhor responder às exigências do mercado e escoar aquela produção que começa a perder as qualidades de conservação ou calibres que chegam a ter mais de 50 quilos. Por ano, comercializa 1500 toneladas e fatura 2,6 milhões de euros, abastecendo o mercado nacional e países como França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Espanha e Polónia, mercados que descobriram mais cedo os novos usos culinários e para onde começou a exportar quando em Portugal era produzida só quase para a alimentação animal.

Na última década, a área de cultivo na região passou dos 100 para os 1500 hectares, multiplicando a produção de três mil para 40 mil toneladas por ano e o número de produtores, cerca de meio milhar, de acordo com dados da Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).

A zona Oeste fatura anualmente 10 milhões de euros com a atividade, sendo a Lourinhã o concelho mais representativo, com 1100 hectares e 74% da produção regional. Cerca de 60 % da produção tem como destino a exportação.

"Há condições climáticas e dos solos ideais e começou a apostar-se nessa produção, diversificando-a entre as dezenas de variedades, e nas condições de armazenamento para abastecer o mercado todo o ano, tendo em conta a procura dos consumidores e dos supermercados", justificou António Gomes, presidente da AIHO, à Lusa.

Para promover o produto a nível local e regional, e os novos usos alimentares, vai realizar-se, pela primeira vez em outubro, o Festival da Abóbora da Lourinhã.

Fonte: Madeira on line

Publicada: 25-02-2014 13:00